InícioInvestigação“Um verme, um monstro”, desabafa mãe de mulher morta e queimada

“Um verme, um monstro”, desabafa mãe de mulher morta e queimada

Após velar a filha, Giseli Cristina Oliskowiski, na manhã desta segunda-feira (3), em caixão fechado, a dona de casa Maria Cristina dos Santos Camargo, de 60 anos, classificou Jeferson Nunes Ramos, preso em flagrante pelo crime, como “um verme, um monstro”.

O corpo de Gisele foi encontrado com ferimento na cabeça e carbonizado dentro de um poço desativado, no fim da tarde de sábado de Carnaval (1º), numa casa no Bairro Aero Rancho, na Rua Filipinas.

Segundo Maria, que há anos é separada do pai de Giseli e vive em Campo Grande, a filha morava em Porto União, Santa Catarina, com os dois filhos, mas em razão da dependência química deixou tudo e veio morar com ela em Campo Grande há cerca de 4 anos.

Lá em Santa Catarina, o pai tentou de tudo para tirá-la do vício. Ela foi internada três vezes em clínica para dependentes químicos, mas não quis ficar. Então, veio para cá, com a promessa de sair das drogas. Depois disso, conforme Maria, a situação de Giseli piorou ainda mais.

“Ela ficou apenas dois meses morando comigo e depois saiu de casa. Antes disso, furtava minhas coisas para comprar cocaína. Fazia uns 20 dias que eu tinha falado com a minha filha. Ela não tinha celular, mas pegava emprestado para me ligar e prometer que ia sair dessa vida. Eu não conhecia esse homem [Jeferson], que também falaram que era adicto. A droga é o mal do século. Ela era uma mulher linda, fazia faculdade de Enfermagem”, disse.

Segundo a mãe, a filha foi levada ao vício depois de enfrentar a anorexia e recorrer ao uso frequente de remédios controlados e desenvolver TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e ansiedade. Gisele foi sepultada nesta manhã, na capela municipal do Cemitério do Cruzeiro.

“Ela era muito querida, tinha um coração muito grande. “Podia ter todos os defeitos, mas era uma pessoa maravilhosa”, lamentou.

Caso

Laudo necroscópico será fundamental para esclarecer se Giseli, de 40 anos, estava viva ou morta quando foi queimada dentro de um poço pelo namorado, Jeferson. Ela foi ferida com pedrada na cabeça e, na sequência, já desacordada, foi jogada no poço, onde teve o corpo incendiado.

Conforme a delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), responsável pelo caso, Analu Ferraz, a polícia ainda apura as circunstâncias exatas do crime, enquanto aguarda os resultados da necropsia que devem confirmar a situação da vítima no momento do ataque.

“Só o exame necroscópico vai dizer. Estamos aguardando o resultado para saber se existia fuligem nas vias aéreas dela, após o exame vamos ter como precisar o ‘modus operandi’ e também materializar as qualificadoras”, explicou.

 

Matéria: Campo Grande News

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