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PÂNICO NO GINÁSIO: árbitro saca arma durante campeonato infantil e afirma ter sido vítima de injúria racial

Confusão aconteceu durante partida de futsal Sub-12 em Campo Grande; policial militar diz que teria reagido após ser alvo de agressões e ofensas raciais

 Uma partida de futsal envolvendo crianças e adolescentes terminou em uma situação de tensão e correria no último sábado (26), em Campo Grande. Durante uma discussão dentro do ginásio, um árbitro que também é policial militar sacou uma arma de fogo, provocando pânico entre torcedores e participantes da competição.

O episódio aconteceu durante uma partida da categoria Sub-12, disputada no Ginásio do Colégio ABC. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, três homens, apontados como pais de atletas, teriam ido até a quadra e tentado agredir o árbitro.

O policial afirmou aos agentes que sacou a arma para se defender. Ele também declarou ter sido vítima de injúria racial durante a confusão. O relato, porém, faz parte da versão apresentada pelo próprio árbitro e será apurado pelas autoridades.

🔫 Arma provoca correria

Testemunhas apresentaram relatos diferentes sobre a sequência dos acontecimentos.

Uma pessoa que acompanhava a partida afirmou que o árbitro teria deixado a quadra durante a discussão e retornado ao local portando a arma. A presença do armamento teria provocado correria e levado parte da torcida a deixar o ginásio em busca de ajuda.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento de tensão durante o episódio. A Polícia Militar foi acionada e os envolvidos foram identificados. O caso deverá ser encaminhado para investigação da Polícia Civil.

O árbitro integra o quadro da Federação Escolar de Esporte de Mato Grosso do Sul (FEEMS), segundo a organização da competição.Após a repercussão do caso, a empresa responsável pelo campeonato anunciou o afastamento do profissional das próximas partidas e informou que solicitou à federação a apuração e o esclarecimento dos fatos.

 Próximos jogos terão portões fechados

A organização também decidiu realizar as próximas partidas sem a presença de torcedores.

O acesso ao ginásio ficará restrito a atletas, integrantes das comissões técnicas, arbitragem e profissionais autorizados.

Em nota, a organização afirmou que nenhuma divergência relacionada à arbitragem justifica ofensas, intimidações ou invasões de quadra. Ao mesmo tempo, classificou como preocupante a presença de uma arma de fogo durante um conflito em uma competição esportiva voltada para crianças e adolescentes.

 Campeonato reúne crianças e adolescentes

A competição começou em agosto e reúne atletas das categorias Sub-7 ao Sub-16. Na partida em que ocorreu o episódio, os jogadores tinham entre 11 e 12 anos.

O confronto precisou ser interrompido diante da confusão.Os três homens apontados pela Polícia Militar como envolvidos na discussão não estavam mais no local quando os policiais chegaram, mas foram identificados.

A alegação de injúria racial apresentada pelo árbitro também deverá ser analisada durante a investigação, assim como as circunstâncias que levaram ao saque da arma.

Até que as apurações sejam concluídas, permanecem versões diferentes sobre a sequência dos fatos.O episódio reacende a preocupação com a segurança em competições esportivas envolvendo crianças e adolescentes e levou a organização a adotar medidas para impedir a presença de torcedores nos próximos jogos.

O que deveria ser apenas uma manhã de esporte e diversão para crianças terminou com correria, medo e uma arma de fogo dentro do ginásio. Agora, as circunstâncias do episódio serão investigadas pelas autoridades.

Fonte: Jornal Midiamax

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