A médica Ana Paula Nunes dos Santos, moradora de Dourados, foi presa por engano após ser confundida com outra mulher que tem o mesmo nome e é investigada por um crime. A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul comprovou o erro e conseguiu a revogação da prisão.
Segundo informações do defensor público Lucas Colares Pimentel, Ana Paula foi presa no dia 4 de agosto, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, quando retornava de férias em Salvador. No momento da abordagem realizada pela Polícia Federal, ela estava acompanhada do marido e da filha, de 6 meses.
Segundo a assistida, ela tentou explicar que havia um erro. “Eu insisti que era a pessoa errada. Entrei em desespero, porque sabia que não tinha cometido nenhum crime. Fui separada da minha bebê e do meu esposo e levada para a delegacia”, contou.
Ana Paula passou duas noites presa. Após a audiência de custódia, foi liberada com o uso de tornozeleira eletrônica e orientada a procurar a Defensoria Pública para esclarecer a situação. A médica permaneceu por 19 dias utilizando o equipamento.
Entenda
Duas mulheres com o nome Ana Paula Nunes dos Santos estavam vinculadas ao caso. A assistida nasceu em 1999 e possui CPF, filiação e outros dados diferentes da mulher que efetivamente compareceu ao processo criminal.
De acordo com o defensor, os documentos também mostraram que a mulher presa por engano nunca havia sido citada, não havia apresentado defesa nem participado da ação penal.
“O próprio processo mostrava que eram duas pessoas diferentes. A Ana Paula atendida pela Defensoria nunca foi citada e nunca apresentou defesa naquela ação. A comparação dos dados pessoais permitiu identificar que a pessoa que participou do processo era outra mulher com o mesmo nome”, explicou.
A Defensoria Pública levou o caso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por meio de habeas corpus. A instituição pediu o fim das restrições impostas a Ana Paula, a retirada da tornozeleira eletrônica e a correção dos registros relacionados ao processo para impedir que ela continuasse sendo confundida e, assim, evitar uma nova prisão devido ao mesmo erro de identidade.
Matéria: Campo Grande News




