A Polícia Federal de Jales (SP) apreendeu grande quantidade de cigarros eletrônicos e materiais correlatos em operação contra o comércio ilegal deste tipo de dispositivo, em Santa Fé do Sul (SP) e também em Paranaíba (MS). A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (12). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São José do Rio Preto.
Três dos mandados foram executados em Santa Fé do Sul, sendo um em endereço residencial e dois em estabelecimentos comerciais. O quarto mandado foi cumprido no município sul-matogrossense, também em um imóvel residencial.
A ação, batizada de Operação HIT, apreendeu dispositivos eletrônicos utilizados para fumar — conhecidos como cigarros eletrônicos, vapes e pods — além de líquidos utilizados nesses aparelhos, como essências, tanto de origem nacional quanto estrangeira.
De acordo com informações da Polícia Federal, a investigação identificou que um comerciante de Santa Fé do Sul estaria vendendo clandestinamente os produtos, mesmo depois de ter sido alvo de outra operação semelhante, três anos antes.
Os responsáveis pelos estabelecimentos investigados poderão responder pelo crime de contrabando, cuja pena máxima pode chegar a cinco anos de prisão.
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Cigarros eletrônicos são proibidos
A venda de dispositivos eletrônicos para fumar e acessórios é proibida por norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os materiais apreendidos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Jales, responsável pela condução das investigações. Posteriormente, os itens serão enviados para a Receita Federal.
Sem autorização sanitária
Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria e podem ter diferentes formatos, como cigarros convencionais, canetas ou até pen drives. Em muitos casos, contêm aditivos aromatizantes, substâncias tóxicas e nicotina, considerada uma droga capaz de causar dependência, doenças e até a morte.
De acordo com as autoridades, a fabricação desses dispositivos não é autorizada no país e não passa por controle sanitário. Muitos produtos podem ser falsificados ou produzidos clandestinamente, sem qualquer fiscalização sobre os ingredientes utilizados, o que representa risco à saúde dos consumidores.
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A Polícia Federal também destaca que jovens são frequentemente os principais alvos do comércio desses dispositivos ilegais, atraídos pelos sabores das essências e pela facilidade de uso. Além da fabricação, também são proibidas no Brasil a importação, a propaganda e a comercialização desses produtos, inclusive por meio da internet.
Fonte: G1 MS


