O corpo de Izabele Cristine da Silva Santos, de 30 anos, foi encontrado sem vida pela Polícia Civil de Inocência (MS), nesta quinta-feira (27). Duas mulheres, suspeitas de terem cometido o assassinato da vítima, foram detidas pela polícia. A vítima estava desaparecida.
Conforme os detalhes da investigação, divulgados pela Delegacia de Polícia Civil de Inocência, a mulher foi encontrada com o corpo dobrado, com as pernas amarradas ao tronco, enterrada em uma cova. Uma das suspeitas do crime foi localizada em Campo Grande (MS), na quarta-feira (26), em diligência realizada com o apoio do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).
Já a outra suspeita foi detida em Cuiabá (MT) por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso. Ambas tiveram a prisão temporária decretada, por meio de mandado expedido pela Vara Única da Comarca de Inocência, e permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil prossegue com as diligências necessárias para esclarecer o crime.
“Desde o início das apurações, a equipe da Delegacia de Polícia Civil de Inocência realizou intenso trabalho de levantamento de informações, cruzamento de dados, análise dos elementos reunidos e execução de diligências de campo, permitindo reconstruir, de forma progressiva, a dinâmica dos acontecimentos e identificar pessoas que poderiam estar relacionadas ao desaparecimento da vítima”, informou a delegacia, por meio de nota à imprensa.
Dinâmica do crime
Conforme a nota, a investigação aponta que a vítima teria sido agredida nas proximidades de um estabelecimento e, posteriormente, levada para o interior do local. As agressões teriam começado devido a um desentendimento ocasionado pelo consumo de entorpecentes que, supostamente, pertenciam às investigadas. A vítima teria sido submetida a diversas agressões físicas e, posteriormente, morta com um corte no pescoço durante a madrugada.
Para encobrir o crime e dificultar a localização do corpo, as investigações apontam que as suspeitas teriam dobrado o cadáver da vítima e amarrado as pernas junto ao tronco. O corpo foi, posteriormente, enterrado em uma cova, que foi fechada e recoberta com terra. Segundo a polícia, o cadáver deve passar por exames médico-legais e perícias para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte.
O caso é investigado, em tese, como homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. A classificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações e os resultados das perícias.
Fonte: Jornal Midiamax




