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Dois são presos em MS em operação contra esquema que lavou R$ 116 milhões para o CV

Duas pessoas, de 41 e 46 anos, foram presas em flagrante com armas de fogo na manhã desta terça-feira (2), durante a Operação Riqueza Sombria, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os flagrantes ocorreram nas cidades de Campo Grande e Sete Quedas.

A operação é voltada ao combate à organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas, tráfico interestadual de entorpecentes e lavagem de capitais. Assim, foram cumpridos mandados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Conforme informações, a Polícia Civil carioca investiga a movimentação de R$ 116 milhões em atividades ilícitas. O grupo, especializado em tráfico internacional de drogas da facção do Comando Vermelho, atuava em três cidades de MS. Campo Grande, Sete Quedas e Dourados foram alvo da operação, que conta com policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Assim, o objetivo foi coletar elementos de prova capazes de subsidiar o avanço das investigações, especialmente por meio da apreensão de aparelhos celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros objetos de interesse investigativo.

Em Mato Grosso do Sul, duas pessoas foram presas em flagrante. Isso porque os policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) localizaram arma de fogo em posse dos investigados, que resultou na lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, sendo um em Campo Grande e outro em Sete Quedas.

Na capital, com o investigado além da arma, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e anotações que poderão contribuir para a identificação da estrutura financeira e operacional da organização criminosa investigada.

Investigação

Conforme informações policiais, a investigação iniciou ainda em 2020. Durante a pandemia, regiões do Rio de Janeiro eram alvo da polícia. Na ocasião, foram apreendidos drogas, rádio comunicadores, comprovantes bancários e uma réplica de arma de fogo.

Os comprovantes bancários revelaram depósitos feitos em agências bancárias. Segundo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), as agências seriam próximas de áreas denominadas pelo Comando Vermelho.

A movimentação de R$ 116 milhões aconteceu entre 2017 e 2021. Um dos investigados chegou a movimentar R$ 98 mil após receber 54 depósitos em espécie.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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