Apontado como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Campo Grande, Leonardo Cardoso Ortelhado, de 29 anos, conhecido como “Gordinho”, foi preso nesta terça-feira (31), desta vez armado durante abordagem policial na Vila São Jorge da Lagoa. Leonardo está ligado a um assalto violento registrado em julho de 2018, quando ele e outros dois comparsas roubaram uma caminhonete e mantiveram uma família refém, levando dinheiro, objetos e eletrônicos avaliados em mais de R$ 117 mil.
Na época, o trio invadiu uma residência localizada no Bairro Universitário. Segundo relato policial, os criminosos amarraram um homem, trancaram a esposa dele e os filhos em um dos quartos. Em seguida, fugiram levando a Hilux da família, mas ainda nas proximidades do bairro acabaram se deparando com uma viatura do Batalhão de Choque.
Para escapar, o condutor subiu no canteiro da Avenida Gury Marques e iniciou uma fuga em alta velocidade. O cerco foi montado por equipes policiais e a fuga terminou na rotatória da Avenida Paraisópolis com a Avenida Vítor Meireles, quando o motorista entrou na contramão e colidiu contra um poste. Leonardo era quem dirigia a caminhonete no momento do acidente.
À polícia, o trio confessou o roubo e afirmou que Leonardo foi responsável por agredir o dono do veículo com coronhadas e amarrá-lo. Leonardo, que estaria armado durante toda a ação, teria obrigado o morador a buscar objetos de valor pela casa e também a abrir o cofre, de onde foram retirados dinheiro e pertences. No total, foram levados R$ 117.757,00, além de US$ 27, dois celulares Samsung S8 e um notebook da marca Micpoboard.
Além do histórico de crimes violentos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a operação Ponto Cego, durante a qual identificou 100 integrantes do PCC e detalhou a atuação da facção criminosa em Mato Grosso do Sul.
Conforme o documento, Campo Grande seria dividida em zonas sul, central, norte, leste e oeste, e entre as lideranças estariam Eder de Barros, conhecido como “Mistério”, e Leonardo Cardoso Ortelhado.
A investigação apontou ainda que parte dos integrantes era responsável pela distribuição de armas entre os faccionados, usadas tanto para comércio quanto para a prática de crimes, enquanto outros exerciam o papel de controlar os membros para garantir o cumprimento das regras internas, os chamados “disciplinas”.
Nesta terça-feira (31), ao ser preso armado na Vila São Jorge da Lagoa, Leonardo foi encaminhado para a Depac Cepol.
Matéria: Campo Grande News




