Douglas Souza do Nascimento, 34 anos, o “Mancha”, morreu após ser baleado por equipe do BPChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar) na manhã desta sexta-feira (27),em um barraco no Bairro Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. O homem era suspeito de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O homem foi alvo da ação policial por volta das 6h e quando a equipe chegou na casa, Mancha estava saindo do imóvel e teria apontado a arma contra os militares. Neste momento, ele acabou sendo baleado e levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas.
Conforme apurou a reportagem, Douglas era natural do Acre e estava morando na área invadida, localizada na Rua Patrocínio, em Campo Grande há aproximadamente 1 ano. Ele era conhecido como “Mancha” e estaria com um revólver calibre 38 que os policiais apreenderam.
Segundo informações da Polícia Militar, o homem tem várias passagens criminais e estaria sendo investigado por plano de ataque contra policiais penais. Ele teria envolvimento com o tráfico de drogas. Mas tudo ainda está sendo investigado. Há a hipótese também de que ele estivesse fugindo da guerra entre facções no Acre, onde o Comando Vermelho domina.
Os vizinhos afirmaram que Douglas implorou para não ser baleado e que o homem não estava armado no momento da ação.
“Ele pediu pelo amor de Deus para não atirarem nele porque ele era trabalhador. Ele estava se arrumando para ir para o trabalho e não estava armado não”, disse um dos vizinhos de Mancha.
A irmã de Douglas ainda alegou que há aproximadamente uma semana o homem foi ameaçado de morte.
“Ele estava se arrumando e a viatura chegou já atirando nele. Botaram a arma ali para dizer que ele queria trocar tiro com a polícia. Há uns oito dias pegaram ele e levaram ali para ameaçar ele, disseram que se ele não saísse daqui iam matar e agora vieram e mataram. Tudo eles querem colocar facção no meio”, alega Eliana da Silva Saldanha, 26 anos.
Este é o 21º morto pela polícia este ano em Mato Grosso do Sul, sendo o 6º em Campo Grande.
Matéria: Campo Grande News




