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Após mais de 100 dias internada, sequelas da Covid-19 causa surdez em bebê de MS: ‘fiquei sem chão’, diz a mãe

Após 109 dias internada na Santa Casa de Campo Grande, quatro paradas cardíacas, diversas convulsões e a perda auditiva profunda, a pequena Luana Magno, de 1 ano, luta diariamente para se manter viva.

Chamada no hospital em que estava internada, de ‘pequena grande guerreira’, a bebê completou o primeiro ano de vida há poucos dias e mesmo com todas as adversidades, o que não faltam são motivos para comemorar.

Em abril do ano passado, com apenas três meses de vida, Luana passou 109 dias internada após ser diagnosticada com Covid-19 e desenvolver uma síndrome associadas ao coronavírus. Mãe de outras duas meninas, a camareira Aline Rosa Magno, de 34 anos, contou que durante uma consulta de rotina a pediatra notou que a bebê estava ofegante e com outros sintomas do vírus.

“A Luana nasceu com um problema no coração, mas logo tudo ficou bem. Durante um exame de rotina ela estava muito cansada, a médica pediu um exame de covid por segurança, nunca imaginei que fosse dar positivo, fiquei sem acreditar”, disse.

Ao G1MS, a mãe da criança relatou que após o exame, o caso da pequena Luana foi agravando. A menina precisou ser intubada duas vezes e teve quatro paradas cardíacas. “É algo que você nunca imagina que vai acontecer com uma bebê com poucos meses de vida. Ela tinha pouquíssimas chances de sobreviver”.

Após mais de 100 dias internada, sequelas da Covid-19 causa surdez em bebê de MS

Recentemente foi identificado a alteração no cromossomo 3 de Luana, sendo uma síndrome tão rara que nem tem nome. Com o agravamento do caso, ainda no hospital, a mãe foi chamada para se despedir da filha.

“Chegou um dia que a médica disse que os pulmões estavam 100% comprometidos, a síndrome tinha sido identificada e que tínhamos que nos despedir, chamamos toda a família sem acreditar que íamos perder a nossa menina. Indo contra todos ela foi melhorando muito rápido, foi coisa de Deus”, disse.

De acordo com os laudos médicos, a pequena Luana desenvolveu a surdez como sequela da covid, visto que logo quando nasceu, ainda na maternidade, a menina realizou o teste da orelhinha e nada foi identificado. Atualmente Luana não escuta nenhum tipo de som.

“Ela não nasceu surda, fez todos os exames assim que nasceu e deu normal. Depois de testar positivo para a covid e passar meses hospitalizada, ela desenvolveu a surdez como sequela. Nunca imaginei que ela fosse passar por tantas coisas, fiquei sem chão. Ela completou um ano, mas parece uma bebê de cinco meses, ainda não sabe se ela irá andar, sentar ou falar!”.

‘Medo continua’

Luana durante uma sessão de fisioterapia  — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

Luana durante uma sessão de fisioterapia — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

Aline relata que a família busca tomar todos os cuidados em casa para que não ocorra uma reinfecção do coronavírus e também evita sair muito de casa com a bebê. Na época em que a Luana testou positivo, ninguém da casa teve a doença.

Luana, atualmente está m casa e, aos poucos, vai voltando à vida normal. Segundo a mãe, a pequena continua fazendo acompanhamento com um cardiologista, fisioterapia para tratar da doença e das sequelas que sofreu.

Ajuda

Devido ao período que passou internada, Luana desenvolveu uma série de problemas na traqueia e não tem firmeza nas pernas para ficar em pé ou sentar. Para o tratamento da surdez, Luana precisa de um aparelho no valor de R$ 5,2 mil.

Quem quiser contribuir com a família, pode entrar em contato pelo número (67) 99103-6514.

Créditos: G1Ms

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